Do Canadá, irmã de estudante morto na Unicamp viu o velório pelo celular

Extraído de: viaeptv.noticias   Setembro 23, 2013

Em intercâmbio, ela assistiu ao funeral em Piracicaba via chamada de vídeo.

A única irmã do estudante Denis Papa Casagrande, morto a facada na madrugada de sábado (21) em uma festa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mora no Canadá e acompanhou parte do velório via Skype por meio de uma chamada de vídeo ao celular de um tio. "A Bia (Beatriz Papa) faz intercâmbio e essa foi a maneira que encontramos dela poder ver o irmão pela última vez", disse Flávio Papa, tio do universitário.

 

Denis foi enterrado no final da manhã deste domingo (22) no Cemitério Parque da Ressurreição em Piracicaba (SP), cidade onde a família vive. O jovem cursava o segundo ano de engenharia de controle e automação em Campinas (SP) e vinha quase todos os finais de semana visitar os pais.

 

Ele morreu com uma facada no peito após se envolver em uma briga que teria começado por ciúmes. Segundo a Guarda Municipal de Campinas, Denis e o agressor teriam discutido por causa de uma mulher. Testemunhas apontaram dois suspeitos do crime. Um deles, inclusive, estava com um corte na perna e foi levado a um hospital.

 

O tio do estudante disse que foi um dos primeiros integrantes da família a chegar ao campus da Unicamp, que fica no distrito de Barão Geraldo, assim que soube da ocorrência. No local, Flávio Papa contou que foi informado por outros universitários que o sobrinho teria ido ao banheiro e, na saída, foi cercado por um grupo, o que causou a confusão generalizada.

 

"Além da facada no tórax, perto do coração, havia também outras marcas de agressão no corpo dele. Se existisse um pouco mais de cuidado por parte da universidade e por parte da polícia neste caso, provavelmente ninguém teria entrado armado com uma faca no recinto do evento", afirmou o tio.

 

Em nota, a Unicamp lamentou a morte, se solidarizou com a família e disse que vai apurar o caso. A universidade relatou ainda que a festa não havia sido autorizada e que os participantes, cerca de 3.000 conforme a família de Denis, invadiram o campus e "avançaram com seus carros sobre as barreiras colocadas nas portarias 1 e 4 e sobre os vigilantes que tentaram barrar a passagem."

 

O posicionamento da instituição de ensino estadual destacou ainda que a vigilância interna solicitou apoio à Polícia Militar e à Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), mas ambos os pedidos não foram atendidos. A PM disse que não localizou nenhuma solicitação da Unicamp e que a corporação não sabia da festa. A Emdec relatou que a Unicamp é uma área estadual e que não cabe ao órgão atuar dentro do campus.

 

Pedido de justiça

 

Durante o funeral de Denis, a família do rapaz cobrou justiça para que o caso não fique impune e disse que, apesar da festa não ser oficial, caberia ao estado garantir a segurança dos participantes. "Fica a saudade, além do desejo de que o culpado pelo crime seja penalizado", disse outro tio do jovem, Geraldo Papa, que o chamou de Dedé, forma carinhosa com a qual era tratado pelos parentes e amigos.

 

Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro, entre elas colegas de classe que preferiram não falar com a imprensa. Denis foi enterrado com uma bandeira do Palmeiras, time do coração, sobre o caixão. Em uma publicação na internet, moradores da república do estudante o homenagearam. "Lamentamos a perda do nosso irmão [...] Era um grande amigo de todos", diz a mensagem.

 

Informações do G1

 

Autor: Vinculado ao viaeptv.noticias


 
 
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