Funcionária dos Correios é presa por ajudar quadrilha que roubava agências

Extraído de: em.geral   Fevereiro 27, 2014

Uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e roubos a agências dos Correios em Belo Horizonte foi desmantelada em uma operação de policiais civis da Regional Leste na manhã desta quinta-feira. A ação terminou com quatro pessoas presas no Bairro Novo Glória, Região Noroeste de Belo Horizonte. Entre os detidos, está uma funcionária concursada da empresa que passava informações privilegiadas aos comparsas. O grupo é apontado como autor de pelo menos quatro assaltos a estabelecimentos de serviços postais, além de roubos a residências e comércios.

A quadrilha começou a ser investigada por tráfico de drogas no Bairro Novo Glória. Porém, durante as apurações, a polícia descobriu que a organização criminosa praticava roubos para arrecadar dinheiro. “Identificamos que uma das integrantes era funcionária dos Correios, que passava informações privilegiadas para os comparsas”, explica a delegada Gislaine de Oliveira Rios Xavier, responsável pelo caso.

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De acordo com a delegada, a funcionária Pávila Rungue Gonçalves Duarte, de 26 anos, que é concursada na empresa, monitorava os locais que estavam mais vulneráveis e repassava ao bando. “Ela indicava os melhores horários para cometer os roubos, as agências em que as câmeras não funcionavam e também informações internas dos estabelecimentos”, afirma Xavier.

Na manhã desta quinta-feira, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no Bairro Novo Glória. Foram presos, além de Duarte, Guilherme Augusto Cirino, 19, Rodrigo Luiz Pereira, 25 e Fernando Braga Souza, 27. Com eles foram apreendidos um carro, duas motos e uma televisão, de procedência duvidosa, dez pinos de cocaína, anotações sobre o tráfico de drogas e R$ 10 mil em dinheiro. Fernando e Guilherme foram presos em flagrante por porte de droga.

Segundo a polícia, o último roubo do bando aconteceu em uma agência dos Correios na Avenida Presidente Carlos Luz, em 14 de fevereiro. O grupo tinha um modo diferente de agir em relação a outros assaltantes. “Normalmente, os criminosos vão direto ao caixa para pegar o dinheiro. Porém, essa quadrilha, como tinha informações privilegiadas, roubava o dinheiro do caixa e depois pegava a quantia do cofre”, comenta a delegada.

Relação com presidiários Ao ser presa, Pávila se manteve calada. A polícia levantou os antecedentes da suspeita e descobriu uma relação estreita com alguns presos da Grande BH. “Ela tem um relacionamento com presidiários. O pai da filha dela está preso por tráfico de drogas e roubos. Também tem outras pessoas que tem relação com ela no presídio, que são acusadas de roubo e saidinha de banco. Ela mantinha não só um relacionamento de amizade, mas também amoroso com eles”, diz a Xavier. A delegada acredita que os assaltos da quadrilha pode ter sido a mando dos presos.

Os quatro membros da quadrilha presos serão autuados por tráfico de drogas, receptação e roubo.

Autor: Vinculado ao em.geral


 
 
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