Morte do garoto Bernardo poderia ter sido evitada

Extraído de: 123achei.brasil   Novembro 28, 2012

A última segunda-feira (25) ficará marcada para sempre na memória de alunos, familiares, professores e todos que acompanharam o drama do menino Bernardo Gonçalves (4), estudante do Centro Educacional Brandão, uma escola particular de São Paulo . No dia, cerca de 14 crianças da mesma idade do garoto, participavam de atividades na piscina, porém, quando todos já estavam em fila para a finalização da aula, a assistente Franciene Araújo de Almeida (26), que acompanhava a professora Raquel Silva Campos (36), percebeu que Bernardo estava na água, desacordado. De acordo com a diretoria da escola, "Bernado foi atendido por profissionais da escola, treinados e certificados como socorristas e em seguida pela equipe do Samu". Em vão, pois o garoto chegou sem vida ao Hospital São Paulo . O pai da criança, o juiz Aléssio Gonçalves, foi chamado ao local e acompanhou todo procedimento de remoção para o hospital. Professora e assistente foram indiciadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ao chegarem na delegacia, prestaram depoimento, efetuaram o pagamento de R$ 10 mil de fiança cada uma e vão responder ao processo em liberdade. A escola divulgou no dia seguinte à tragédia (26) uma carta aberta, falando sobre a dor da perda e afirmando a colaboração no processo de investigação "Continuaremos a oferecer apoio à família em tudo que estiver ao nosso alcance -com a certeza, no entanto, de que nada amenizará o sofrimento do pai, da mãe, dos avós e dos amigos.Reiteramos nosso compromisso de fornecer à Justiça todas as informações solicitadas, para que sejam devidamente esclarecidas as circunstâncias do trágico acidente. Todos os profissionais convocados já prestaram depoimentos solicitados até o momento pela Justiça e todos nós continuaremos à disposição para eventuais novos esclarecimentos." Tudo poderia ser diferente No Brasil, os casos de afogamento, são a segunda maior causa de morte de crianças, perdendo apenas para o trânsito. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 6 crianças de até 14 anos morrem afogadas por mês em atividades aquáticas. Nada irá aliviar a dor dos pais que perderam crianças nesta situação, porém, tudo poderia ter sido evitado. Poucos sabem, mas há quase 10 anos, tramitam no Congresso, duas leis que regulamentam a segurança de crianças e adultos em ambientes aquáticos. A mais velha, de 2003, é da então deputada federal Laura Carneiro (PFL-RJ), que reconhece a profissão de guarda-vidas. O projeto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, mas espera a boa vontade dos políticos para a votação. Outro projeto de lei que poderia ter salvo a vida desses pequeninos, é de 2005 e visa tornar obrigatória a presença de salva-vidas em estabelecimentos que explorem piscinas, balneários ou locais aquáticos abertos ao público, este de autoria do deputado Vander Loubet (PT-MS), continua em análise. Especialistas em segurança afirmam que a falta de leis, abre brechas para que estabelecimentos públicos e privados funcionem sem fiscalização. Mas em tese, a qual órgão, cabe este papel? No caso específico do Centro Educacional Brandão, a fiscalização deveria ser responsabilidade da Secretaria Estadual da Educação, por se tratar de um estabelecimento educacional. Mas no jogo de empurra-empurra, esta afirma que suas atribuições se limitam às condições que interferem na qualidade de ensino. A falta de comprometimento da Secretaria Estadual da Educação, é a mesma que impossibilita nossos políticos de votarem os projetos acima mencionados. Enquanto isso, somos obrigados a ver crianças, adultos e idosos perdendo a vida.
Autor: Da Redação por Adriana Sanches


 
 
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