Seis academias de ginástica são interditadas

Extraído de: jornaldodiase.noticias   Fevereiro 19, 2014

Milton Alves Júniormiltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Um trabalho de fiscalização em academias de ginástica de todo o Estado, iniciado ontem, resultou na interdição de seis estabelecimentos do ramo em Aracaju. A chamada "Operação Serigy" foi deflagrada pelo Conselho Regional de Educação Física (Cref), com apoio da Vigilância Sanitária, da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). No primeiro dia de trabalhos, 16 academias foram visitadas pelos órgãos e seis deles foram interditados por tempo indeterminado.

O objetivo da ação foi identificar as academias que estariam funcionando sem registro formal, conforme exigido pela legislação brasileira, além de não possuírem alvará sanitário. Ainda foram investigadas as condições de higiene, equipamentos obsoletos, problemas estruturais, ausência de kit incêndio exigido pelo Corpo de Bombeiros, falta de higiene em todo o estabelecimento, problemas nos contratos com estagiários e possíveis desvios de função.

Durante a vistoria e interdição das academias irregulares, houve muita discussão e revolta por parte dos proprietários. Conforme denúncias do Cref, alguns destes estabelecimentos vinham sendo notificados desde o primeiro semestre de 2010, mas, até o início da manhã de ontem, nenhuma mudança fora adotada. "Não foi por falta de aviso que esses locais foram fechados depois de apresentar algum tipo de irregularidade considerada grave. Estamos há mais de três anos e meio alertando os empresários para se moldar nos requisitos de qualidade, mas percebemos hoje que muitas denúncias protocoladas inclusive no Procon, procedem", declarou o presidente do conselho, Gilson Dória.

Já no período da tarde, o clima ficou ainda mais quente. Mesmo diante de guardas municipais, alguns proprietários se negaram a fechar o estabelecimento enquanto os problemas avaliados não sejam reparados. Em uma academia instalada no Conjunto Dom Pedro I (zona oeste), por exemplo, foi necessária a intervenção dos guardas para que os funcionários e clientes deixassem o estabelecimento, após sua devida interdição.

Já no bairro Suíssa (zona oeste), um empresário aceitou fechar o local depois de muito conversar com os profissionais da fiscalização. Em rápida conversa com os jornalistas, disse não ter o que falar, pois "sabia que estava errado".

O dono da academia interditada, que também preferiu não ser identificado, garantiu que pretende atender às exigências do Cref, mas alerta o grupo para um possível trabalho árduo que deve enfrentar nesse período de vistorias. "Você já viu academia de pobre que cobra R$ 20 ou R$ 25 funcionar perfeitamente? Em Aracaju e em [Nossa Senhora do] Socorro tem dezenas delas, inclusive a minha", pontuou.

Entre outros problemas encontrados estava a ausência de profissionais de Educação Física registrados no Conselho e a falta de manutenção em equipamentos, sendo que alguns deles estavam sem estofados, sujos e com ferrugem. Detectou-se ainda a ausência de kits de primeiros socorros que devem ser utilizados em casos de acidentes leves, precária acessibilidade e falta de saídas de emergência.

De acordo com Gilson Dória, todos os estabelecimentos punidos responderão a inquérito policial por exercício ilegal da profissão, a ser instaurado pela Delegacia Especial de Proteção ao Consumidor (Deprocoma). A perspectiva por parte dos investigadores é fiscalizar cerca de 400 academias na Grande Aracaju nos próximos 30 dias. O grupo ainda é formado pela Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A perspectiva é que o trabalho seja retomado na manhã de hoje, em outros bairros da Grande Aracaju. A sequência não foi divulgada, a fim de inibir possíveis manobras para evitar as interdições.

Autor: Vinculado ao jornaldodiase.noticias


 
 
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